Motoristas responsáveis pelo transporte de trabalhadores para as fábricas do Distrito Industrial de Manaus paralisaram as atividades no início da manhã desta quinta-feira (20), provocando transtornos no trânsito e deixando funcionários sem transporte na zona leste da capital. A categoria, conhecida como transporte especial, interrompeu as rotas enquanto os micro-ônibus estavam com trabalhadores a bordo. Com a paralisação, muitos funcionários precisaram seguir a pé até os locais de trabalho.
Os motoristas rejeitam a proposta patronal de reajuste salarial de 5% e reivindicam aumento de 7%, além da elevação de 100% no valor do vale-alimentação e do pagamento de horas extras. A categoria também cobra a redução da jornada de trabalho. Segundo os trabalhadores, atualmente há profissionais que atuam nos três turnos e a reivindicação é para que a jornada seja concentrada em apenas um turno.
A paralisação provocou impactos no trânsito da Avenida Autaz Mirim, conhecida como Grande Circular, uma das principais vias de acesso ao Distrito Industrial pela zona leste de Manaus. A retenção também atinge as avenidas Tefé e Silves, na zona sul, que dão acesso à rotatória da Suframa.
Trânsito e fábrica parados: trabalhadores de rotas rejeitam proposta de 3% e fazem greve em Manaus

O tráfego também foi afetado na rotatória próxima à Samsung e em trechos da Avenida Rodrigo Otávio, incluindo os acessos pelo Japiim e pelo bairro Crespo. A mobilização resultou em congestionamentos e dificultou a chegada de trabalhadores às empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus.
O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Especial de Manaus (Sindespecial) afirma que a redução da jornada de trabalho está entre as principais reivindicações da categoria. As negociações são realizadas com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento do Estado do Amazonas (Sifetram).
Paralisação das rotas se espalha por Manaus com bloqueios em 12 pontos estratégicos

Ao todo, os motoristas estão concentrados em 12 pontos estratégicos de Manaus. Entre os locais estão áreas próximas à Ponte Rio Negro e à Avenida Torquato Tapajós, na zona norte da capital.
Além do reajuste salarial, da redução da jornada e do aumento do vale-alimentação, os trabalhadores também reivindicam o pagamento de vale-lanche. A mobilização segue provocando reflexos no transporte de funcionários e no trânsito das principais vias de acesso ao Distrito Industrial.
Sem previsão de término, greve das rotas trava a Rodrigo Octávio e suspende aulas presenciais na Ufam

A paralisação teve início por volta das 3h48 e, conforme os trabalhadores, ainda não há previsão para o encerramento do movimento.
A retenção de veículos na Avenida Rodrigo Octávio também prejudicou o acesso à Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Diante dos impactos no trânsito, a reitoria suspendeu as atividades presenciais e determinou que professores, estudantes e servidores administrativos adotassem o regime remoto.