Aumenta para 16 o número de municípios em situação de emergência pela cheia no Amazonas

Alberto Dias
3 min leitura

O número de municípios em situação de emergência devido à cheia dos rios subiu para 16, conforme balanço divulgado pela Defesa Civil do Estado do Amazonas. Ao todo, aproximadamente 133 mil pessoas já foram impactadas pelas inundações em diversas regiões do estado.

O município mais recente a integrar a lista é Jutaí. Apesar disso, a Defesa Civil não informou a medição atualizada do nível do Rio Jutaí, que corta a cidade.

Outros quatro municípios permanecem em estado de alerta, enquanto 31 estão em nível de atenção e 11 seguem em condição de normalidade, entre eles a capital Manaus.

Municípios em situação de emergência incluem Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Itamarati, Ipixuna, Juruá, Jutaí, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tapauá, Tonantins e Guajará.

Em estado de alerta estão os municípios de Amaturá, Envira, Pauini e São Paulo de Olivença.

Em nível de atenção estão os municípios de Alvarães, Anamã, Anori, Apuí, Barreirinha, Beruri, Boa Vista do Ramos, Borba, Caapiranga, Careiro, Careiro da Várzea, Careiro Castanho, Coari, Codajás, Fonte Boa, Humaitá, Iranduba, Japurá, Jutaí, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Aripuanã, Parintins, São Sebastião do Uatumã, Tefé, Uarini e Urucará.

Ações implementadas para minimizar os impactos da cheia, o governo estadual realizou a distribuição de 120 kits de purificadores por meio do projeto Água Boa, contemplando 20 municípios, entre eles Santa Isabel do Rio Negro, Iranduba e Itacoatiara. A iniciativa tem como objetivo assegurar o acesso à água potável às comunidades ribeirinhas afetadas.

Na área econômica, a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) anunciou um pacote de medidas emergenciais, incluindo ampliação do crédito, flexibilização de garantias e renegociação de dívidas, com prazos estendidos e período de carência para início dos pagamentos.

Já a Defesa Civil do Estado do Amazonas informou que o monitoramento dos rios ocorre de forma contínua por meio do Centro de Monitoramento e Alerta. Além disso, o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais segue atuando diretamente nas ações de resposta à cheia.

Recomendações de saúde

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), por meio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), publicou orientações para o período de cheia.

A nota recomenda reforço na vacinação (hepatite, tétano e raiva), imunização de cães e gatos, distribuição de hipoclorito para tratamento da água e monitoramento constante da qualidade do abastecimento, com ações rápidas em caso de contaminação.

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