A forte fumaça de queimadas voltou a encobrir Manaus nesta quinta-feira (17), afetando diversos bairros desde as primeiras horas do dia e gerando reclamações sobre o odor intenso. Segundo o monitoramento do aplicativo Selva (UEA), a qualidade do ar é crítica na capital: na Compensa, as partículas finas (PM2,5) passaram de 120 µg/m³ (nível péssimo), enquanto bairros como Parque Dez, Japiim e Aparecida também registram marcas nocivas à saúde pública.
A Defesa Civil alerta para o risco de incêndios florestais em áreas não protegidas de 23 municípios do Amazonas: Manicoré, Tapauá, Pauini, Envira, Ipixuna, Boca do Acre, Carauari, Jutaí, Alvarães, Codajás, Novo Airão, Manaquiri, Careiro, Iranduba, Manaus, Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Borba, Parintins, Rio Preto da Eva, São Sebastião do Uatumã, Silves e Maués.
Em Apuí, um incêndio destruiu uma área de floresta estimada em 1.187 quilômetros quadrados.
Esta é a terceira vez, em menos de dez dias, que Manaus registra episódios de fumaça intensa. Municípios da Região Metropolitana, como Manacapuru, Manaquiri e Iranduba, também apresentaram níveis elevados de poluição do ar.
Até a manhã desta quinta-feira (17), não havia confirmação oficial sobre a origem da fumaça que atingiu Manaus e municípios da região.
A recomendação é evitar a prática de atividades físicas ao ar livre, manter-se hidratado e reduzir ao máximo a exposição à fumaça. Os cuidados devem ser reforçados principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.