Indústria amazonense tem alta de 14,6% e lidera ranking entre 15 estados

Alberto Dias
4 min leitura

A produção industrial do Amazonas registrou crescimento de 14,6% em julho, na comparação com junho, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado colocou o estado na liderança entre os 15 locais pesquisados e representou o maior avanço da indústria amazonense desde julho de 2020, quando a alta chegou a 15,1%.

O desempenho também marcou uma forte recuperação após a queda de 12,5% registrada em junho. No cenário nacional, a produção industrial avançou apenas 0,2% em julho. Além do Amazonas, os maiores crescimentos foram registrados pelo Espírito Santo, com 2,0%, e pelo Rio Grande do Sul, com 1,2%.

Ao longo dos sete primeiros meses de 2026, a indústria amazonense apresentou um cenário de oscilações. A produção cresceu 1,7% em janeiro, repetiu a alta de 1,7% em fevereiro e avançou 2,9% em março. Em abril, houve recuo de 1,6%, seguido de nova alta de 1,9% em maio. Em junho, o setor sofreu uma queda expressiva de 12,5%, antes de registrar a recuperação de 14,6% em julho.

Na comparação com julho de 2025, a produção industrial do Amazonas cresceu 2,8%. O resultado interrompeu uma sequência de quedas nessa base de comparação. As taxas foram negativas em janeiro (-6,9%), fevereiro (-7,2%), março (-4,6%), abril (-4,3%) e junho (-10,1%). Em maio, houve estabilidade.

Apesar da forte recuperação registrada em julho, o desempenho acumulado no ano ainda permanece negativo. Entre janeiro e julho de 2026, a produção industrial do Amazonas caiu 2,9% em relação ao mesmo período de 2025. Nesse recorte, o estado ocupa a 13ª posição entre os 17 estados analisados.

No acumulado do ano, os maiores avanços foram registrados pelo Espírito Santo (19,3%), Pernambuco (16,5%) e Rio de Janeiro (6,8%). Na outra ponta, as maiores retrações ocorreram no Rio Grande do Norte (-12,4%), Maranhão (-6,2%) e Bahia (-4,9%).

No acumulado dos 12 meses encerrados em julho, a indústria do Amazonas apresentou retração de 1,9%. O indicador mostra uma trajetória de piora ao longo de 2026: a queda era de 0,4% em janeiro, chegou a registrar resultado positivo de 0,1% em março e voltou ao campo negativo nos meses seguintes, atingindo -0,6% em abril, -0,8% em maio e -2,1% em junho.

Entre os segmentos industriais do estado, quatro apresentaram crescimento no acumulado de janeiro a julho. O maior avanço foi registrado pelo setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com alta de 10,1%. Na sequência aparecem borracha e plástico (9,4%), outros equipamentos de transporte (8,7%) e bebidas (3,6%).

Os demais setores registraram retração no período. Produtos químicos recuaram 1,2%, enquanto informática, produtos eletrônicos e ópticos tiveram queda de 0,2%. Também apresentaram resultados negativos produtos de metal (-11,1%), produtos diversos (-12,8%) e máquinas e materiais elétricos (-15,3%).

O pior desempenho entre os segmentos analisados foi registrado pelo setor de máquinas e equipamentos, que acumulou queda de 32,3% entre janeiro e julho.

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